PRÊMIO PRITZKER - O Nobel da Arquitetura

PRÊMIO PRITZKER

O Pritzker Architecture Prize é um prêmio internacional criado pela família Pritzker por meio de sua Fundação Hyatt em 1979,  e é considerado o “Prêmio Nobel de Arquitetura”. Seu objetivo é homenagear um arquiteto ou arquiteto vivo cujo trabalhos demonstram uma combinação de talento, visão e comprometimento, além de contribuir de forma consistente e significativa com a humanidade por meio da arte da arquitetura.

No dia 03 de março, o Pritzker, anunciou Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do escritório Grafton Architects, como as vencedoras da edição de 2020. Elas receberam, além de uma medalha de bronze, uma premiação no valor de US$ 100 mil. Nesse ano, o júri teve a participação de André Aranha Corrêa do Lago, primeiro brasileiro entre os jurados.

Farrell e McNamara ocupam o posto de quarta nomeação feminina e primeira dupla de mulheres a receber o Pritzker em 41 anos de premiação. No ano passado, elas também foram o primeiro duo feminino a ganhar a RIBA Royal Gold Medal for Architecture

A ausência de nomes femininos no Pritzker não é novidade, apesar de chamar especial atenção em tempos em que os movimentos feministas ganham visibilidade internacional, na história apenas uma mulher venceu sozinha o prêmio, Zaha Hadid, e outras duas ganharam ao lado de seus parceiros homens, Carme Pigem e Kazuyo Sejima e, agora, Farrell e McNamara.

Vamos conhecer um pouco mais dessa mulheres brilhantes:

* Zaha Hadid 

Nascida em Bagdá, no Iraque, Zaha Hadid (1950 – 2016) é talvez a arquiteta mais conhecida – e reconhecida da atualidade. Além de ser a primeira mulher reconhecida pelo Pritzker, em 2004, ela foi a primeira a conquistar o Royal Gold Medal, aprovada pessoalmente pela Rainha da Inglaterra. Com traços modernos, a iraquiana ficou famosa por seus projetos de ares futuristas que mesclam formas orgânicas, superfícies brilhantes, concreto e muita criatividade.

Zaha Hadid saiu de cena em 2016, mas o seu impressionante legado arquitetônico segue inspirando todos os arquitetos a ultrapassar seus limites criativos. A arquiteta criou uma linguagem autoral que por sua expressividade se tornou extremamente reconhecida.

Messnner Mountain Museum Corones

Um museu futurista encravado no topo de uma montanha nos Alpes italianos já é, por si só, uma obra de arte. Inaugurado em julho, o Messner Mountain Museum Corones fica em Plan de Corones, no norte da Itália, a 2.275 metros acima do nível do mar.

Esse projeto foi resultado de uma colaboração entre o montanhista italiano Reinhold Messner (que ficou conhecido como o primeiro homem a escalar o Monte Everest sozinho e sem oxigênio, em 1980) e da arquiteta Zaha Hadid.


Centro de Heydar Aliyev

O projeto do Centro Heydar Aliyev estabelece uma relação contínua e fluida entre sua praça circundante e o interior do edifício. A praça, acessível a todos como parte do tecido urbano de Baku, se eleva para envolver um espaço interior igualmente público e definir uma seqüência de espaços de eventos dedicados à celebração coletiva da cultura contemporânea e tradicional Azeri. Formações elaboradas, como ondulações, bifurcações, dobras, e inflexões modificam este superfície da praça em uma paisagem arquitetônica que realiza uma infinidade de funções: acolher, abraçar, direcionar os visitantes através de diferentes níveis do interior. Com este gesto, o edifício dilui a distinção convencional entre o objeto arquitetônico, a paisagem urbana e uma praça urbana.
 
* Kazuyo Sejima
 
 
Kazuyo Sejima, sócia-fundadora do escritório SANAA nasceu em Ibaraki, Japão, en 1956,a arquiteta japonesa foi a segunda mulher a vencer Pritzker Prize, sendo premiada ao lado do sócio Ryue Nishizawa. Conhecida pelo uso de formas modernas, cubos e superfícies lisas, limpas e brilhantes
 
Kazuyo Sejima finalizou seus estudos de arquitetura na Universidade de Mulheres. Esta era uma universidade progressista onde trabalhavam muito com a pequena escala de projetos, enquanto outras escolas do país abordavam escalas de maior envergadura. Sejima lembra o fato de dedicar-se ao estudo minucioso da moradia como uma situação particularmente ambígua: a casa é o ponto de partida, o espaço primordial que antecede o coletivo e lhe interessa especialmente sua evolução no tempo. Entretanto, reconhece que na sua universidade o departamento de professoras estava sendo formado aos poucos, e não havia muitas mulheres arquitetas dedicadas a grande escala.
 
Escola de Administração e Design Zollverein, em Essen, na Alemanha.
 
New Museum, em Nova York
 
* Carme Pigem

A arquiteta espanhola, Sócia-fundadora do RCR Arquitectes, trabalha ao lado de Rafael Miranda e Rámon Vilalta desde 1988. O trio foi laureado por desenvolve trabalhos que surpreendem pela conexão com o entorno, respeitando sua história e sua geografia ao máximo, transformando cada uma de suas construções em uma experiência. Desde 2005 Carme é professora no Departamento de Arquitetura do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, Suíça.

 
A vinícola Bell-Lloc, na cidade de Palamós, próxima de Girona, Espanha, é um edifício embutido no solo. É sobre o solo que produz as uvas, as frescas adegas escuras necessárias para o envelhecimento do vinho e a cor e o peso da terra. O uso extensivo de aço reciclado funde o edifício à terra e as aberturas entre as ripas de aço permitem vislumbres de luz.
 
 
 
O Museu Soulages (Rodez, França), por exemplo, abriga as obras do pintor abstrato Pierre Soulages e conforma uma simbiose com o artista, que parece pintar com luz. Este edifício de aço e fortes formas geométricas conforma um balanço sobre o terreno, parecendo desafiar a gravidade e, como muitos de seus outros trabalhos, dialoga com a paisagem. 
 

* Yvonne Farrell e Shelley McNamara

As vencedoras de 2020, são educadoras e arquitetas, reconhecidas por suas abordagens poderosas, porém delicadas. Suas intervenções contextuais e modernas são muito atentas à história, demonstrando altos níveis de sensibilidade e habilidade.

Com mais de 40 anos de prática profissional, Yvonne Farrell e Shelley McNamara, sócias fundadoras do escritório Grafton Architects, de Dublin, Irlanda, são as primeiras mulheres a ganharem o Prêmio Pritzker conjuntamente.

Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC), localizado em Lima

 

fontes: Casa Vogue e Archdaily